Sentia dores na barriga. A mãe nem muito aflita, falava pela filha. Não parecia doente, não comera nada de diferente. Nem febre tinha.
Examinada, trouxeram correndo a maca.
Foi para a obstetrícia, tive que informar. Indignou-se. Mas então era um erro, tinha dores na barriga.
A criança está nascendo, minha senhora, disparou um desalmado por cima do meu ombro.
Há mães de olhos virgens quando o real estupra-lhes a vontade.
Viu-se avó, num corredor, abruptamente avó.
As mortes sim, por mais que sabidas, são sempre súbitas. Os nascimentos anunciam-se, vêm aos poucos.
A filha vinha inesperando um bebê.
terça-feira, 9 de março de 2010
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